ETAR DE ALCÂNTARA ENTRA EM EXPLORAÇÃO

05/05/2011
Foi assinalada no passado dia 29 de Abril a entrada em exploração da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcântara, em Lisboa, após significativas obras de adaptação e ampliação que demoraram cinco anos e tiveram um custo de quase 68 milhões de euros. Na cerimónia estiveram presentes o Primeiro-Ministro, José Sócrates, a Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território, Dulce Pássaro e o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa. A APDA esteve representada pelo Presidente do Conselho Directivo, Rui Godinho.
 
A infra-estrutura, operada pela SIMTEJO, SA, recebe as águas residuais domésticas dos concelhos de Lisboa e de parte dos concelhos de Amadora e Oeiras, tendo uma capacidade de 756 000 habitantes-equivalentes.
 
A ETAR de Alcântara está equipada com tecnologias avançadas de tratamento primário e secundário de águas residuais e de uma desinfecção final por ultravioletas. Possui igualmente um sistema de desodorização capaz de retirar os maus cheiros que incomodavam algumas zonas da capital.
 
A entrada em funcionamento desta ETAR, uma das três que, em Lisboa, contribuem para a despoluição do Estuário do Tejo – as outras são Beirolas e Chelas – a par da conclusão recente do interceptor entre o Largo do Chafariz de Dentro e o Cais do Sodré, significa um importante avanço para se atingir aquele objectivo de forma sustentada.
 
Parte das águas residuais tratadas na ETAR de Alcântara irão ser descarregadas no rio Tejo, junto à Doca de Santo Amaro, enquanto que outra parte irá ser reutilizada para os chamados fins de “segunda linha” – rega e lavagem de ruas. A água tratada na ETAR de Alcântara já se encontra inclusivamente a ser utilizada para lavagem das ruas da freguesia de Alcântara.