CASA COMUM DA HUMANIDADE: GERIR O PLANETA COMO UM CONDOMÍNIO MUNDIAL

01/02/2019

A partir de hoje, 1 de fevereiro, a Faculdade de Direito da Universidade do Porto é, oficialmente, a sede da Casa Comum da Humanidade (CCH), um projeto que visa garantir a preservação das condições de habitabilidade do planeta através de um novo modelo de governação global dos recursos naturais, compensando quem os valoriza e penalizando quem os prejudica. Esta associação pretende também, no âmbito do debate que decorre na ONU sobre o Pacto Global para o Ambiente, que o Sistema Terrestre seja elevado a Património Intangível Comum da Humanidade.

A CCH tem como membros fundadores as Câmaras Municipais do Porto, de Vila Nova de Gaia e de Guimarães, as universidades de Aveiro, Coimbra, Lisboa, Nova de Lisboa, Madeira, Porto e Trás-os-Montes e Alto Douro, assim como o Ministério do Ambiente e da Transição Energética e a organização ambientalista ZERO. A cerimónia de legalização assinada hoje de manhã envolveu a assinatura de protocolos entre a CCH e todos os fundadores.

Está agendada para amanhã, 2 de fevereiro, uma conferência sobre este projeto internacional que tem vindo a ser desenvolvido desde 2016.

O CCH surgiu na sequência do impacto da ação humana na destruição da Terra, das alterações climáticas e da acidificação dos oceanos, e pretende, através de um sistema de contabilidade de condomínio mundial, gerir os recursos naturais do planeta em nome da vida.




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