ALPES EUROPEUS COM METADE DO GELO ATÉ 2050

16/04/2019

Mesmo com a redução de emissões de gases com efeito de estufa, os glaciares dos Alpes europeus vão perder metade do gelo até 2050, sendo que existe a possibilidade de desaparecerem até ao final do século. As conclusões são de um estudo realizado por investigadores da Suíça, que fornece as estimativas mais atualizadas e detalhadas sobre o futuro dos cerca de quatro mil glaciares existentes nesta cordilheira.

Divulgado na revista A Criosfera, da União Europeia das Geociências (EGU), o estudo revela que após 2050, a evolução futura dos glaciares dependerá fortemente da evolução do clima e, no caso de um aquecimento mais limitado, uma parte muito substancial dos glaciares poderá ser salva.

Usando modelos matemáticos e dados observacionais, os investigadores precisaram que num cenário de emissões elevadas de gases com efeito de estufa restarão, no final do século, manchas de gelo isoladas, não mais de 5% do volume de gelo que há hoje. Todavia, é certo que em todas as estimativas traçadas, com ou sem emissões, os Alpes perdem metade do gelo até 2050.

Os responsáveis pelo estudo notam que o recuo dos glaciares, um dos indicadores mais claros das mudanças em curso no clima, vai ser deveras impactante nos Alpes, já que os mesmos são fulcrais para o ecossistema, paisagem, economia e turismo da região, assim como para o fornecimento de água doce.

Os glaciares em todo o planeta perderam mais de nove triliões de toneladas de gelo desde 1961, fazendo aumentar o nível do mar em 27 milímetros, segundo um outro estudo publicado na revista Nature. As maiores perdas de gelo aconteceram no Alasca, seguindo-se a região da Gronelândia e os glaciares dos Alpes. A única área a ganhar gelo nos últimos 55 anos foi uma região no sudoeste da Ásia, tanto gelo quanto outra região da Ásia perdeu no mesmo período.




Design Binário