SECA E CONTAMINAÇÃO: ÁGUAS SUBTERRÂNEAS CARECEM DE GESTÃO ADEQUADA

15/05/2019

Com um papel crucial em períodos de seca, as águas subterrâneas enfrentam atualmente, em Portugal, três obstáculos quantitativos: diminuição da recarga dos aquíferos, aumento da procura de água e degradação da respetiva qualidade, resultante da contaminação de nitratos de origem agrícola. As conclusões foram reveladas durante uma sessão subordinada ao tema levada a cabo pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

As águas subterrâneas têm uma capacidade de reajuste perante a irregularidade na repartição da precipitação ao longo dos anos, conseguido suprir as necessidades de água das populações e de diversos setores de atividade. Contudo, a diminuição dos eventos pluviosos que se tem vindo a assistir no território nacional reflete-se, inevitavelmente, na redução da recarga das massas deste tipo de águas, tornando emergente uma estratégia de gestão adaptada a esta nova realidade.

Foi com este intuito que a APA promoveu a sessão “Águas subterrâneas: estratégia para a sua gestão" que contou com as seguintes apresentações: “Águas subterrâneas, um recurso estratégico”, “Estado quantitativo e químico das massas de água”, “Programa de medidas do 2.º ciclo - planeamento e monitorização”, “Zonas de máxima infiltração” e também uma abordagem ao Licenciamento e Fiscalização que envolvem a temática.

Foram ainda expostos os seguintes estudos: “Desenvolvimento de métodos específicos para a avaliação da recarga nas massas de água subterrâneas para melhorar a avaliação do estado quantitativo”, pelo Instituto Superior de Engenharia do Porto, e “Metodologia para avaliação da evolução da qualidade das massas de água subterrâneas nas zonas vulneráveis aos nitratos de origem agrícola no âmbito da Diretiva Nitratos e da Diretiva Quadro da Água (Zonas Protegidas)”, pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

A sessão da APA teve lugar no dia 9 de maio nas instalações da Agência, na Amadora.




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