BOA GESTÃO DA ÁGUA ELEVA LISBOA A CAPITAL VERDE EUROPEIA 2020

24/05/2019

Nos últimos 10 anos, Lisboa viu nascer 400 hectares de áreas verdes com recurso a pouca água, sendo que as novas zonas incluem bacias de retenção para minimizar o impacto das grandes chuvadas. Esta medida de combate à escassez de água foi uma das razões que levou a Comissão Europeia a eleger a cidade como Capital Verde Europeia 2020.

De acordo com José Sá Fernandes, vereador da Estrutura Verde e Energia da Câmara Municipal de Lisboa, em declarações à Ambiente Magazine, a cidade está a ser dotada de infraestruturas para um uso racional de água, entre as quais uma rede para a água reutilizada. O objetivo é “fechar o ciclo da água e a tentar não gastar água potável em coisas desnecessárias como lavar ruas e regar”.

Com conclusão prevista para 2025, a rede já vai estar apta no próximo ano em zonas como a frente ribeirinha de Lisboa, Bairro Alto, Parque Eduardo VII e a Cidade Universitária.

Para além dos temas da escassez e reutilização da água, o vereador afirma que o conhecimento das águas subterrâneas também vai ser um ponto-chave da Capital Verde Europeia 2020, “já que estas podem ser o último recurso de abastecimento ou fornecimento de água em vários territórios”.

Entretanto, e durante 2019, Oslo, na Noruega, é a capital que usufrui deste título atribuído anualmente pela Comissão Europeia. O objetivo é reconhecer os esforços das cidades com um plano para se tornarem amigas do ambiente e que envolvam a sua população na sustentabilidade ambiental, social e económica.




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