J. HENRIQUE SALGADO ZENHA: “ÁGUAS CALMAS?”

14/01/2020

Intitulado “Águas Calmas?”, o Destaque da revista APDA #15 é-nos trazido por J. Henrique Salgado Zenha, Vice-Presidente do Conselho Diretivo da Associação. Apesar das melhorias significativas que o Setor tem alcançado, o que trouxe “um estado de satisfação e sossego pouco habituais”, o autor aponta os problemas mais antigos, mas também os que surgem “nesta geração”.

As questões económicas e assimetrias não só entre Entidades Gestoras, como também entre o que é exigido aos consumidores comparativamente à indústria são igualmente visadas, delegando à entidade reguladora do setor um papel crucial para otimizar o sistema nacional com onerações e responsabilidades coesas entre todos os intervenientes nas massas de água.

“O País não pode sentar-se à sombra do “milagre português” e deixar de defrontar esta omissão: há hoje condições institucionais, decorrentes da independência da ERSAR, que permitem uma intervenção forte quanto à exigência da qualidade da água, mas também quanto à exigência da qualidade e fiabilidade do serviço (…) a dimensão legal de intervenção terá de ser reforçada até onde for necessário. Não podemos conformar-nos com um regime dualista, em que convivem entidades gestoras de primeiro mundo e pequenos núcleos sem dimensão mínima e incapazes de oferecer serviços de qualidade aceitável”.

Apologista de uma visão também global das políticas de saneamento e contra a “letargia” das entidades competentes, J. Henrique Salgado Zenha sublinha a realidade futura do setor: “Vêm aí maiores custos e menos fundos. Para vogar nas próximas tormentas, precisamos de nos concentrar no essencial e de enfrentar os problemas reais com instrumentos de trabalho determinados, mas simples e eficazes; parcos na repercussão de custos para os consumidores e cautelosos para não gerarem ineficiências e complicações desnecessárias.”, conclui.

Leia aqui o artigo na íntegra a partir da página 12.