APDA INTEGRA SANITATION AND WATER FOR ALL

18/03/2020

A APDA, através do Núcleo de Jovens Profissionais da Água (JOPA) passou a integrar o Sanitation and Water for All (SWA). Este é um movimento internacional à escala global, que promove o acesso à água, saneamento e higiene para todos os seres humanos, incrementando a “ação política, boa governança dos recursos hídricos e serviços de água e saneamento, bem como a otimização dos investimentos e do financiamento”, com o objetivo de contribuir para mitigar as desigualdades no mundo.

São membros da SWA os governos e os seus parceiros, desde entidades dos setores público e privado, instituições de investigação e pesquisa, bem como organizações da sociedade civil, onde se inclui a APDA, que pretende, assim, aumentar a respetiva capacitação de responder aos desafios do futuro, enquanto colabora e partilha experiências com os intervenientes da SWA em nome de um bem universal – o direito à água e saneamento, bem como a sustentabilidade dos sistemas de abastecimento de água e de saneamento, no cumprimento da missão desta organização internacional.

Cada parceiro dispõe de “focal points”, ou seja, mecanismos de contactos permanentes por forma a operacionalizar a comunicação e o cumprimento dos objetivos delineados. A APDA, neste caso, conta com dois: Rui Godinho, Presidente do Conselho Diretivo, e David Cabanas, Coordenador do JOPA, que agilizou a integração da Associação na SWA.

Segundo o JOPA, “o presente é complicado, mas o futuro poderá ser extremamente difícil para a próxima geração, o que nos leva a sair da nossa zona de conforto”. O Núcleo é constituído por jovens responsáveis e altamente comprometidos com o setor da água, tendo formações superiores diversas e trabalhando para empresas públicas e privadas de diferentes pontos de Portugal, preenchendo requisitos e características que se revelam ser muito úteis para o SWA.

O alcance do “Objetivo para o Desenvolvimento Sustentável (ODS 6 ) - Água Potável e Saneamento” e as metas definidas na “Agenda 2030 das Nações Unidas” são a base para a atividade da plataforma SWA, designadamente os pontos 6.1: “Até 2030, alcançar o acesso universal e equitativo à água potável, segura e acessível para todos” e 6.2: “Até 2030, alcançar o acesso a saneamento e higiene adequados e equitativos para todos, e acabar com a defecação a céu aberto, com especial atenção para as necessidades das mulheres e meninas e daqueles em situação de vulnerabilidade”.

São necessários, portanto, compromissos políticos urgentes para mudanças profundas nos modos de produzir energia, da mobilidade de pessoas e bens, da garantia de produção e distribuição de alimentos, como lidar com a natureza, mas, essencialmente, como lidar e gerir o recurso água. O que as pessoas podem fazer nas rotinas diárias para diminuir o impacto no ambiente é um excelente princípio, mas, para fazer a diferença, as mudanças numa escala muito maior, são imperativas. É nesse sentido que urge exigir a quem governa, que o faça com a convicção de que é de “mudanças globais” que se trata