CONHEÇA O THIRST PROJECT PORTUGAL

26/05/2020

É através da angariação de fundos que o Thirst Project Portugal trabalha para levar água potável a zonas críticas de países em desenvolvimento. O projeto tem mais de 70 equipas de jovens de norte a sul do país, dos 16 aos 23 anos.

Em conversa com o Jornal Público, Matilde Bragança de Miranda, de 17 anos, é coordenadora do departamento de relações externas do Thirst Project Portugal, tendo explicado como surgiu a inspiração de formar um grupo de portugueses para se juntarem à causa.

“Em 2008, sete alunos de Los Angeles decidiram juntar o dinheiro que tinham e comprar garrafas de água. Foram para a rua e começaram a perguntar às pessoas quanto davam por uma garrafa de água limpa e por não terem de andar seis horas por dia em busca de água contaminada e partilhada com animais. As pessoas começaram a envolver-se no projeto e a dar dinheiro, valores simbólicos, pelas garrafas. Nesse dia, arrecadaram 1700 dólares”.

Os fundos são angariados através de iniciativas e atividades, como eventos em escolas, vendas ou até dinamização de sunsets. A aposta no merchandising é outra forma de se conseguir mais recursos, tendo sido disponibilizadas camisolas e t-shirts para venda online, assim como uma angariação de fundos, também online.

As ações são coordenadas por uma equipa específica, sendo que o valor reunido em cada delegação nacional é encaminhado depois para o Thirst Project, que gere o dinheiro para que sejam construídos os furos de água com recurso a empresas do próprio país de destino.

A próxima missão é dar água potável a toda a Suazilândia, “um dos mais pequenos” do continente africano, onde alcançar uma “cobertura com 100% de água potável é um objetivo tangível”.

Perante o novo coronavírus, Matilde revela que a população está mais sensibilizada para a importância da água potável, sublinhando ser “estranho pensar em como lidaríamos com esta pandemia se não tivéssemos acesso a água potável. Traz toda uma nova perspetiva à nossa causa”.

É neste sentdo que a jovem admite que o trabalho da associação não para.