SESSÃO GRAVADA DE WEBINAR "COVID-19 - ACELERADOR DE DECISÕES NA INOVAÇÃO" JÁ DISPONÍVEL

10/09/2020

Como é que as Entidades Gestoras reagiram ao impacto da pandemia de COVID-19? Será que já existiam práticas inovadoras que ajudaram a lidar com a situação? Como será o futuro? Será que após a pandemia vão existir mudanças na forma como as organizações desenvolvem a sua atividade? Estas foram algumas das questões tratadas no webinar "COVID-19 - Acelerador de Decisões na Inovação" realizado pela APDA, através da respetiva Comissão Especializada de Inovação (CEI). Para assistir à sessão gravada clique na imagem abaixo.

Para exemplificar o panorama, participaram na sessão representantes de algumas Entidades Gestoras, que também são elementos ativos na CEI (excetuando a convidada Rita Isidro). Nuno Laranjo, Administrador da Inova, lançou os dados e foi o responsável por moderar o encontro técnico online.

De acordo com Rita Isidro, Diretora do Departamento de Águas e Higiene Urbana da Câmara Municipal do Barreiro, a adaptação desta Entidade Gestora à situação foi relativamente tranquila, uma vez que já existiam algumas medidas inovadoras, como a desmaterialização de processos. A resiliência que os serviços digitais proporcionaram foi apontada como fulcral quando muitos dos colaboradores foram para casa em teletrabalho. Nesta sequência, explica que foi implementada uma rotatividade de horários de trabalho, para não haver sobrecargas no sistema, e todo um planeamento de recursos humanos para aumentar a capacidade de atendimento ao cliente. Rita Isidro sublinhou a segurança conferida aos colaboradores através de várias iniciativas, bem como o sentido de serviço público destes para que tudo funcionasse como previsto.

Entretanto, e segundo Frederico Lopes, Diretor de Sistemas e Tecnologias de Informação da Águas do Norte, os informáticos pertencem ao grupo dos profissionais mais bem preparados para lidar com situações “virais”, uma vez que são cenários com que lidam frequentemente no campo da informática. Além disso, o facto de a organização ser muito dispersa, o trabalho por via remota já era uma atividade consistente na empresa, o que agilizou a ida de algumas das pessoas para casa em teletrabalho. Para o especialista, a única coisa que realmente mudou foi o local de trabalho. Apologista de que o trabalho em rede e de forma colaborativa ajuda a desenvolver e consolidar postos de trabalho digitais, Frederico Lopes, defende a aposta na mobilidade tecnológica, bem como na democratização da tecnologia nas áreas possíveis. Foram estas ferramentas que tornaram a organização mais resiliente e que contribuíram para que a pandemia fosse encarada sem esforço adicional significativo.

Na visão de Pedro Vieira, Diretor de Sistemas de Informação e Inovação da Águas do Porto, a tecnologia resolveu grande parte da capacidade de reação da empresa, tendo a cultura de inovação já implementada na empresa sido essencial. A consistência da ação e o trabalho anteriormente feito na organização de processos implicaram permitir às pessoas usar ferramentas tecnológicas, contribuindo para o desempenho da Águas do Porto. Pedro Vieira acrescenta que, neste mês de setembro, a situação de COVID-19 vai ser aproveitada para delinear novos modelos de negócio, por forma a melhorar a eficiência da empresa e a experiência do cliente.

Ao concordar com a generalidade dos argumentos dos colegas de sessão, Miguel Carrinho, Diretor Administrativo e Financeiro da Águas do Ribatejo, defendeu que não se deve ficar à espera que este tipo de eventos, como a pandemia, surja para definir estratégias e implementar medidas. O também coordenador da CEI revela que o departamento de informática da Águas do Ribatejo foi fundamental para gerir a situação, sendo uma vantagem a maioria dos colaboradores já estar dotado de ferramentas tecnológicas devido à dispersão territorial da empresa. Em simultâneo, foi requisitado um aumento da capacidade de banda de rede da empresa. Desta feita, a resposta aos desafios da pandemia foi muito natural e o balanço do teletrabalho instituído foi bastante positivo. Segundo Miguel Carrinho, a sociedade iria mais cedo ou mais tarde considerar o teletrabalho uma opção, mas a pandemia veio impulsionar em muitos anos essa resistência. Outra nota a reter é de que a “inovação é muito mais do que a digitalização”.