DISPONÍVEL SESSÃO GRAVADA DE "ECONOMIA CIRCULAR NA EDUCAÇÃO AMBIENTAL - PARTILHA DE BOAS PRÁTICAS”

23/09/2020

Com o intuito de explorar o conceito de Economia Circular, que não sendo novo é mais atual do que nunca, a APDA, através da Comissão Especializada de Comunicação e Educação Ambiental, realizou um webinar, que também contou com a partilha de exemplos motivadores de algumas Entidades Gestoras. Para assistir à sessão gravada clique na imagem abaixo.

Após um enquadramento do tema, Alexandra Cristóvão, Diretora de Sustentabilidade Empresarial da EPAL, avançou para a moderação da sessão, não sem antes destacar os planos de comunicação das Entidades Gestoras, bem como a continuada e intensiva realização de atividades de Educação Ambiental em sintonia com as diretrizes da economia circular em defesa do recurso água, escasso e essencial à vida. A importância de compreender o modelo de “governance” no setor da água em todo o respetivo ciclo foi também sublinhado.

Para partilhar o projeto “Transformação de telas de divulgação de eventos”, esteve Ana Santos, Coordenadora do Museu da Águas de Coimbra. Remontando a 2009, o projeto consiste em transformar as telas de lona ultrapassadas em produtos exclusivos de ecodesign como, por exemplo, sacos, malas, porta-moedas ou porta-chaves, para venda na loja do Museu. Não sendo um projeto recente, Ana Santos explica que esta iniciativa reflete a prioridade do Museu em reutilizar e promover a circularidade de materiais, ressalvando que ao se ter optado por este tipo de produtos de uso diário, é possível um aproveitamento da lona quase total.

Marcos Batista, Diretor de Comunicação e Desenvolvimento da Águas do Tejo Atlântico, apresentou o “VIRA”, que contempla uma marca de cerveja artesanal fabricada a partir de água reutilizada, com tratamento complementar através de ozonização e osmose inversa, sendo 100% segura. Mais do que uma cerveja, o projeto tem como objetivo alertar para a importância da reutilização como forma de preservar o recurso água. Para além da política dos três “R” - Reduzir, Reutilizar e Reciclar -, é exposta então uma necessidade de reorientação circular, para a qual tem de existir uma estratégia legal, empresarial e pessoal.

Entretanto, Moisés Neves, Responsável pela Inovação da Águas do Porto, explicou como em 2019, e perante o elevado volume de resíduos de plástico resultante de obras, surgiu uma tampa de teto móvel feita a partir de plástico reciclado. Após vários testes, e aliando uma técnica de impressão 3D que estava a ser desenvolvida na Águas do Porto, a empresa conseguiu materializar não só as tampas de teto móvel como outros materiais (chave de quadro, por exemplo). As vantagens são visivelmente positivas: a impressão 3D reduz o custo de produção em 70%; a gestão de stock é mínima porque só se produz “on demand”; o plástico utilizado é sustentável e de origem vegetal; para além de ser significativamente mais barato do que o metal, o plástico não é tão sujeito a furtos; e existe a possibilidade de reaproveitar as peças inutilizadas para os filamentos de novos materiais.

O exemplo da Águas do Algarve é trazido por Teresa Fernandes, Responsável pela Comunicação e Educação Ambiental da empresa, que enquadra o evento “Desafios da Água”, realizado em 2018, com a escassez de água verificada na região e a realidade das alterações climáticas. Nesse sentido, a Águas do Algarve tem apostado numa estratégia de "mindsetting" para o consumo mais responsável da água e para a necessidade de reutilização da água tratada em ETAR em prol de uma economia cada vez mais circular. Ao reunir diversos especialistas do setor, o evento decorreu durante dois dias, tendo sido de entrada gratuita com o intuito de informar o maior número de pessoas não só sobre a atividade da empresa, como também sobre os comportamentos a adotar para a proteção dos recursos hídricos.

Mas a sessão é conduzida para outras questões, como por exemplo o facto de a água ser considerada como um bem adquirido pela população, que sai todos os dias da torneira com elevada qualidade, mesmo em tempo de seca. Rui Godinho, Presidente da APDA, aponta mesmo a desvalorização da água como o cerne da questão.

Argumentos que o convidam a assistir à sessão até ao final.