ASSISTA À SESSÃO GRAVADA DO WEBINAR “A UNIVERSALIZAÇÃO DO TELETRABALHO E ALTERAÇÃO DO PARADIGMA DA COLABORAÇÃO COM AS EMPRESAS”

25/09/2020

A opinião de algumas Entidades Gestoras sobre a atuação das mesmas em contexto de pandemia de COVID-19, a perspetiva sobre a adaptação das organizações, bem como uma reflexão conjunta sobre os desafios do futuro marcaram o webinar “A universalização do Teletrabalho e alteração do paradigma da colaboração com as empresas”. Para assistir à sessão gravada clique na imagem abaixo.

Organizada pela Comissão Especializada de Inovação (CEI) da APDA, a sessão contou com a moderação de Nuno Campilho, Project Manager nos SIMAS de Oeiras e Amadora, e Cláudia Guerreiro, Head of Projects & Innovation na Aquapor, ambos membros da CEI, bem como com as intervenções de Paulo Oliveira, Administrador da Aquapor, Sérgio Trindade, Diretor de IT da EPAL, Luís Nunes, Business Developmemt Manager da GFI Portugal, e Bruno Soares, Consultor Executivo Sénior para a Transformação Digital, Governance, Estratégia e Segurança da IDC Portugal.

Para Paulo Oliveira, a adaptação da Aquapor ao contexto de pandemia foi muito rápida, contudo imposta. Os mecanismos para possibilitar o teletrabalho já existiam, pelo que não houve dificuldade em movimentar colaboradores para casa, apenas houve a necessidade de ajustar horários e colocar alguns em prevenção para que o trabalho fosse garantido. Também contribuiu a consciencialização gradual dos clientes para as alternativas ao atendimento não presencial. Apologista de que o contexto de pandemia alavancou tecnologias e obrigou a um “boost” de adequação, Paulo Oliveira considera que as organizações devem olhar para a situação como um ponto de aprendizagem, e se olhar para o passado não é a solução, há que estudar e testar mais estratégias para permitir às empresas serem mais eficientes, seja ou não em teletrabalho. Porque também existe o “bom teletrabalho e o mau teletrabalho” …

Sérgio Trindade afirmou que a EPAL já tinha planos preparados anteriormente à pandemia e que em dois dias grande parte dos trabalhadores estavam a trabalhar remotamente, tendo as lojas de atendimento sido fechadas. O contexto permitiu a oportunidade de utilizar meios existentes na empresa, mas que não eram muito aproveitados e se houve altura em que o papel dos departamentos de Tecnologias da Informação foram reconhecidos, foi este. Além disso, o envolvimento significativo dos colaboradores contribui para que a transição digital decorresse em conformidade, sendo que a EPAL desenvolveu uma aplicação de suporte para que os colaboradores sentissem que a empresa estava com eles à mínima dificuldade sentida. O retorno foi muito positivo e a EPAL ficou impelida a digitalizar muito mais, mas há que consolidar procedimentos e elevar a cibersegurança.

Na perspetiva de Luís Nunes, o teletrabalho perante a pandemia também não se traduziu numa transformação digital, mas antes numa experimentação imposta muito intensa, tendo havido a oportunidade para fazer uma “proof of concept” do trabalho remoto numa realidade de maturidade tecnológica, sendo que se a pandemia tivesse acontecido há dez anos a resposta não tinha sido tão positiva. Para a GFI, a situação veio dinamizar as empresas, sendo que estas devem refletir os resultados da experiência e adaptar à realidade de cada uma, porque existem as pessoas e os processos. A antiga normalidade já não é exequível e há que definir para onde se deve avançar, sendo que esse processo vai muito além da parte tecnológica. O grande desafio é ao nível das pessoas e dos processos, sendo que também temos de ter cuidado com a eficiência do teletrabalho, porque acima de tudo somos humanos e necessitamos de relação social.

Para Bruno Soares, o contexto de pandemia fez com que as organizações despertassem para o mundo que existe lá fora, defendendo que mais do que a transformação digital, o essencial é a capacidade das empresas em adaptarem-se às mudanças do exterior. Considerando que os últimos meses foram de sobrevivência para as organizações, e que assim continuam, Bruno Soares relembra que o teletrabalho remonta aos anos 70 e que existe, por defeito, uma aversão à mudança. A situação da pandemia veio demonstrar que a tecnologia já estava implementada nas empresas, explicando o sucesso da implementação do teletrabalho, cuja importância só agora foi reconhecida porque as empresas têm uma política de “olhar para dentro”. Mas agora há outro desafio, onde a liderança se assume crucial para o desenvolvimento e eficiência das organizações. Bruno Soares defende que este é um novo ciclo e que há que aproveitar a oportunidade para transformar o trabalho e não o teletrabalho. Há que fazer uma desconstrução coletiva e olhar para o mundo digital, caso contrário, não vai ser possível perceber o potencial de cada organização. Este é o momento da liderança.

Rui Godinho, Presidente da APDA, encerrou a sessão, afirmando que o Setor da Água e do Saneamento evolui sempre que são feitos exercícios como o webinar em questão. Frisou também o desempenho e dedicação de todos os que trabalharam no setor que, em contexto de pandemia, garantiram o abastecimento de água e a recolha de resíduos, serviços essenciais para a saúde pública.