REVISTA APDA #18: SECRETÁRIA DE ESTADO DO AMBIENTE EM ENTREVISTA

03/11/2020

A entrevista com Inês dos Santos Costa, Secretária de Estado do Ambiente, marca o Destaque da 18.ª edição da Revista APDA, subordinada ao tema “E depois da Covid…”. Positiva sobre a forma como vários documentos em elaboração estão a considerar o setor da água, trazendo obviamente benefícios para o país, Inês dos Santos Costa revela três das medidas que gostaria de concretizar: resolução de problemas relacionados com a proteção das massas de água a nível nacional, tornar o país mais coeso na relação com a gestão dos recursos hídricos e nos serviços de águas, e, para além de elevar a inovação, fazer com que esta seja transversal ao setor.

Sobre o PENSAARP 2030 - Plano Estratégico para o Setor de Abastecimento de Água e Gestão de Águas Residuais e Pluviais, que afirma ser “para esta década porque entendemos que este horizonte temporal é uma das peças essenciais para fazer cumprir os objetivos do Roteiro Nacional para a Neutralidade Carbónica”, a Secretária de Estado do Ambiente destaca a “questão da eficiência - hídrica, energética, organizacional” entre as prioridades do programa. No PENSAARP 2030 também a abordagem das águas pluviais surge como “essencial no contexto que vivemos hoje, em que já sofremos os efeitos das alterações climáticas”.

Ao debruçar-se sobre a disparidade existente entre Entidades Gestoras a nível nacional, Inês dos Santos Costa aponta a partilha, a cooperação e a “humanidade” como pontos-chave no caminho para alcançar uma boa gestão nacional dos recursos financeiros, naturais, dos recursos e serviços ambientais.

Sobre o incontornável impacto da pandemia de COVID-19 no mundo, é dada uma visão global de clara preocupação, mas que também não pode anular compromissos ambientais já assumidos, como são exemplo a questão dos plásticos, a redução de emissões de gases com efeito de estufa e a proteção das massas de água. O desafio que se enfrenta é “humano, pois dependemos do ambiente para sobreviver”. Além disso, “cuidar dos serviços ambientais é condição fundamental para começarmos a cuidar do sistema socioeconómico”. E é pertinente aplicar os princípios da economia circular à gestão dos recursos hídricos, olhando para “o setor água como um produto, valorizá-lo pelo serviço ambiental que presta… ()”.

Inês dos Santos Costa fala também da questão das alterações climáticas, da contextualização do Pacto Ecológico Europeu (Green Deal), nos apoios comunitários, passando pelo papel fulcral do saneamento para os objetivos de descarbonização do país, do impacto das perdas de água, da dissonância entre o setor industrial e o doméstico e da importância do salto tecnológico a que se tem vido a assistir, intrinsecamente ligado à inovação.

O PENSAARP 2030 em conjunto com políticas de cooperação são essenciais e refletem um caminho já iniciado no sentido de transitar de uma economia linear para uma circular.

 Leia o artigo na íntegra aqui (a partir da página 18).