REVISTA APDA #18: “O CAMINHO PARA MAIS E MELHOR SEGURANÇA: UMA PROPOSTA PARA O SETOR”

10/11/2020

A secção de Atualidade da Revista APDA #18 começa com a segunda parte do artigo "Implicações da pandemia COVID-19 na ameaça terrorista ao setor do abastecimento de água em Portugal”. Enquanto no capítulo já publicado descreveu o panorama em Portugal, Manuel Gonçalves, do Serviço de Informações de Segurança (SIS), apresenta agora uma proposta global para a segurança (security) do setor, tendo em conta as ameaças perspetivadas e os seus modi operandi mais prováveis.

A pandemia de COVID-19 contribuiu para fazer sobressair alguns dos desafios que o setor tem pela frente, bem como demonstrar que, a nível de ameaça terrorista, existem novos a ter em conta, proporcionados, por exemplo, pelas “tecnologias de informação e comunicação, associadas às ciberameaças daí decorrentes, e os veículos aéreos não tripulados (drones)”.

Manuel Gonçalves argumenta que “é legítima a preocupação sobre a realidade do setor do abastecimento de água”, não só por todas as vulnerabilidades que apresenta, como também devido à ainda "incipiente" regulamentação existente para prevenir a ameaça.

De forma a aprofundar a vertente security dos serviços do setor, e para além do trabalho das Entidades Gestoras, defende ser crucial “a colaboração com todas as entidades que podem acrescentar valor à segurança.” O programa Krítica, bem como a colaboração do SIS com a APDA e a ERSAR, e até com entidades internacionais, são alguns exemplos dessas parcerias fulcrais para melhorar a segurança do abastecimento de água em Portugal.

Mas porque para Manuel Gonçalves ainda há um longo caminho a percorrer para que o conceito de “água segura” inclua não só a vertente safety, mas também a de security, são apresentados os passos já delineados para tal, entre os quais a continuação do programa Krítica do SIS, projetos-piloto e preparação para eventuais revisões da lei. Todavia, e para além da colaboração ser a palavra de ordem para combater uma eventual ameaça, “é fundamental ter uma atuação preventiva e pró-ativa, ao invés de meramente responsiva e reativa.”

Leia o artigo na íntegra aqui (a partir da página 34).