REVISTA APDA #18: “SARS-COV-2 EM ÁGUAS RESIDUAIS, SISTEMAS DE SANEAMENTO E LAMAS DE ETAR”

19/11/2020

O terceiro artigo da secção de Atualidade da Revista APDA #18 é trazido por Pedro Béraud, Coordenador da Comissão Especializada de Águas Residuais (CEAR) da APDA. O mesmo tem base no Folheto Informativo “COVID-19. Síndrome respiratória aguda grave - coronavírus 2, nos sistemas de saneamento e lamas de ETAR”, elaborado pela CEAR e publicado em abril de 2020 com o intuito de esclarecer Entidades Gestoras, bem como o público em geral, sobre eventuais preocupações da presença do novo coronavírus nas águas residuais e, consequentemente, o potencial perigo para a saúde pública das instalações de coleta, interseção, elevação e nas Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR).

Após enquadramento do tema e do âmbito da CEAR, Pedro Béraud referencia que à data do mesmo “todos os estudos e dados científicos disponíveis (…) indicam que o vírus SARS-CoV-2 (…) não permanece ativo nas águas residuais. Não há evidências de que este novo coronavírus tenha sido transmitido por sistemas de saneamento, com ou sem tratamento de águas residuais. No caso das lamas de ETAR (…) é expectável que também não exista a presença de vírus na forma ativa, nos subprodutos do tratamento.”

Neste âmbito, importa referir que apesar de estudos cientificamente suportados indiciarem que, apesar de ser possível a deteção de fragmentos de RNA (código genético do vírus) nas águas residuais, não é possível a contaminação por esta via. Também tem vindo a ser demonstrado que os processos de tratamento das ETAR são suficientes para eliminar a possibilidade do vírus se manter ativo.

O autor destaca, entretanto, a relevância do comportamento socialmente responsável para a mitigação da doença, tanto a nível dos profissionais do setor, bem como do público em geral.

Pedro Béraud foca ainda o impacto da COVID-19 na atividade das Entidades Gestoras de abastecimento de água e de saneamento que, apesar dos constrangimentos adversos, asseguraram sempre os serviços à população. E sendo certo que apenas a longo prazo será possível avaliar a dimensão das consequências, também é verdade que as Entidade Gestoras vão fazer um esforço e adaptar-se no sentido de continuar a prestar às populações estes serviços essenciais.

Apologista de que o contexto da pandemia ainda é demasiado irreal e incerto, Pedro Béraud aponta uma evolução do saneamento em Portugal com vários exemplos de medidas.

Leia o artigo completo aqui (a partir da página 46).