ESTUDO: ANÁLISES A ÁGUAS RESIDUAIS PODEM DETETAR NOVAS VARIANTES DE SARS-COV-2

22/01/2021

De acordo com um estudo da Sociedade Americana de Microbiologia (SAM), as análises a águas residuais podem detetar novas variantes do SARS-CoV-2, vírus responsável pela COVID-19, numa determinada área ainda antes da sequenciação clínica deste.

Kara Nelson, investigadora principal do estudo, refere que “o vírus SARS-CoV-2 é expelido por indivíduos infetados e os seus resíduos fecais acabam nos sistemas de águas residuais”. Neste sentido, a análise de águas residuais é uma “forma muito eficiente de se obter informações” sobre a presença de novas variantes do vírus numa determinada área, independentemente do número de pessoas testadas, até porque havendo infetados assintomáticos, estes podem nunca ser testados.

Após aplicação de um método de sequenciação do ARN (material genético do vírus), na área da baía de São Francisco (Califórnia, EUA) os investigadores descobriram que os principais genótipos do SARS-CoV-2 detetados nas águas residuais eram idênticos aos aferidos clinicamente nesta região, o que permite compreender quais as variantes do vírus que estão presentes na população ao longo do tempo. “Saber que o SARS-CoV-2 está presente numa população é o primeiro passo para ajudar a controlar a propagação do vírus, mas saber que variantes que estão presentes fornece informações adicionais muito úteis”, sublinhou ainda Kara Nelson.

O estudo foi publicado no mBio, boletim de acesso livre da SAM, que integra cerca de 30 mil cientistas de várias áreas, incluindo profissionais de saúde.

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