WEBINAR “SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA - TRANSVERSALIDADE AOS PROCESSOS EMPRESARIAIS” COM SESSÃO GRAVADA DISPONÍVEL

14/06/2021

Os Sistemas de Informação Geográfica (SIG) na gestão de processos nas Entidades Gestoras de serviço de abastecimento e saneamento estiveram em destaque neste webinar organizado pela Comissão Especializada de Sistemas de Informação (CESI) da APDA e patrocinado pela Aquasis e ESRI Portugal. Para assistir à sessão gravada clique na imagem abaixo.

Gil Afonso, Técnico Superior de Sistemas Municipais da Águas do Norte, foi o responsável por moderar a sessão que contou com as intervenções de Catarina Sousa, Diretora de Engenharia do Grupo AQUAPOR, Célia Reis, Responsável pelos SIG e Serviço de Topografia da EPAL e AdVT, Elsa Ferreira, Coordenadora da Secção de SIG dos SMAS Sintra, João Abreu, Responsável pela área dos SIG da Águas do Alto Minho, Pedro Pascoal, Coordenador de Sistemas de Operações da Infraquinta, e Rui Godinho, Presidente da APDA.

Catarina Sousa debruçou-se sobre a implementação do projeto corporativo SIG no conjunto de concessionárias, de diferentes dimensões e características, que integram o grupo AQUAPOR, tendo explicado que o mesmo surgiu da necessidade de incrementar e melhor gerir a informação cadastral. O projeto decorreu em três fases e o objetivo foi obter uma ferramenta que, além de centralizar e otimizar o cadastro de infraestruturas, permitisse a disseminação e partilha de informação, bem como a integração de outros sistemas. No universo AQUAPOR, Catarina Sousa explicou que os SIG converteram-se numa poderosa ferramenta de suporte, sendo que, quanto mais potenciada for, mais os benefícios para a organização. Sublinhou também que a alavanca tecnológica consequente da pandemia de COVID-19 deve ser aproveitada para promover a digitalização dos serviços no percurso de uma maior eficiência operacional.

Célia Reis fez um enquadramento dos SIG na EPAL, designadamente com a agregação de várias empresas em 2015. Demonstrou as funcionalidades das interfaces entre SIG e CRM (Customer Relationship Management), incluindo como a ferramenta SIG consegue integrar informação de outros sistemas e facilitar a atividade destes. Como principais notas destacou a mais-valia de aceder à informação de Locais e Clientes em ambiente SIG, o que suporta vários processos, alguns dos quais bastante transversais, bem como a análise, modelação e validação da informação. Apologista de que é fundamental garantir que a informação com que se trabalha é a mais completa possível e a mais fiável, Célia Reis sublinhou também a importância de manter os circuitos de informação sempre a funcionar com a constante receção, introdução e partilha de dados.

Após um enquadramento dos SIG nos SMAS de Sintra, Elsa Ferreira apontou as interligações como o ponto alto desta ferramenta, já que estas traduzem-se num suporte significativo de apoio à decisão. No que diz respeito à implementação da Normalização de Procedimentos CAD naquela Entidade Gestora, Elsa Ferreira classificou este processo como moroso e muito detalhado, mas necessário, uma vez que era fundamental organizar, harmonizar e simplificar a informação existente. Como benefícios desta implementação, foram destacados a normalização dos formatos dos projetos internos e externos, a aplicação de boas práticas de desenho CAD, a diminuição do tempo de análise, bem como a facilidade de integração deste sistema com os SIG.

João Abreu explanou como a Águas do Alto Minho quer reverter a realidade da elevada percentagem de Água não Faturada (ANF) através dos SIG e da candidatura a um investimento no âmbito do POSEUR, para a instalação de equipamentos em prol da eficiência hídrica dos sistemas. Os SIG tornaram-se fundamentais na integração do cadastro dos sete municípios agora reunidos naquela Entidade Gestora, bem como na promoção e recolha de dados, consolidação da informação e disponibilização da mesma aos colaboradores e entidades externas. O trabalho desenvolvido deu origem à conceção de um conjunto de ferramentas web e de mobilidade em linha com as necessidades das equipas, otimizando o trabalho das mesmas. Os dados apurados até ao momento também reverteram para a referida candidatura, já aprovada e em execução.

A apresentar de uma forma mais genérica o que são os SIG esteve Pedro Pascoal, que resumiu estes sistemas a estruturas que permitem recolher, gerir e analisar dados, podendo integrar informação de muitas origens e disponibilizar essa informação em tempo real. Apesar das componentes software e hardware que constituem os SIG, Pedro Pascoal destacou como mais importante os recursos humanos que os alimentam e os utilizadores que os consomem. Sublinhou também o facto de os SIG serem mais do que cadastro, constituindo-se como uma ferramenta de comunicação e partilha de conhecimento, servindo de apoio para a tomada de decisões assertivas e com base em informação real. Ao explorar a utilização dos SIG em diversos processos, Pedro Pascoal demonstrou a transversalidade e a pertinência da ferramenta, destacando que esta é para todos e que quanto mais interligação e partilha, maior é o valor acrescentado para a organização.

A conclusão da sessão ficou a cargo de Rui Godinho, que classificou as intervenções realizadas como um contributo da maior importância estratégica para o setor da água em Portugal, que, entretanto, apresenta ainda fragilidades estruturais significativas.